sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quebrado

Quebrado

Era um dia tão belo, e você se foi por algo tão banal.

Amizade inquebrantável, não era o que prometemos?
Por que rompe e dilacera minha alma, com este ardil fatal?
Por que me fere, e me abandona, me relega ao desalento?
Ora, para onde se foi aquela alegria jovial, aquela ligação?
Éramos como irmãos, companheiros de uma só batalha.
Pois hoje só me resta a tristeza e a dor em meu coração.
Jamais pensei que tudo seria desfeito por uma mera falha.


Quebrado, assim está nosso vínculo, e por mero capricho seu.
Pois eu lhe perdoo, sendo essa é a lei da amizade.
Apesar de tudo, Só peço que veja o erro que cometeu.
Você se irou, mas não fui eu quem fiz tempestade.
Machucou-me, mas em nada a culpei.
Nem tão grande havia sido minha ferida.
Por que me abandonou, se nada relevei?
Pois nada me doeu, a não ser sua partida.


F. J. Guilger

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