terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Carta.


E como revigora minha alma, recordar aquela marca.
Não foi com fogo, mas acendera todo meu ser.
Ainda sinto o calor que aquele toque suave em minha face provocou.
Meu rosto fica tão rubro quanto aquele batom.
Ela me desferira um beijo...
Suave beijo em minha face direita.
Como não percebi de imediato?

Mas não tardaria muito, a benção que um dia tive, tornou-se em minha maldição.
A distância da escola, me obrigara a mudar.
Aquele dia estava ensolarado, mas bem podia estar chovendo.
Apenas para combinar com meu humor, com minhas lágrimas, mas parece que o Destino preferiu manter o irônico contraste.
Assim como tudo começara, também terminara.
Ela, acanhada, deu-me um papel dobrado. E pediu-me, que lesse apenas em casa.
Dia ingrato, se cubra de vergonha!
Benção gloriosa trajada em vestes malditas!
Obediente, li a carta no ônibus.
E desejaria, nunca ter visto obra tão bela!


F.J.Guilger

Nenhum comentário:

Postar um comentário